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RAGATHONI
Na entrevista exclusiva com Toni Sales, o cantor fala sobre sua trajetória,
curiosidades,e claro,do Raghatoni. Confiram:
Pagodeaki: O Raghatoni já foi formado com grandes músicos do cenário baiano.
Como é uma banda recém formada, já com status de banda grande?
Toni: É meio complicado e até um risco grande. Porque quem está de fora,
acaba imaginando coisas, até sobre cachê...Mas, é claro que também é bom as
pessoas nos enxergarem como banda grande, isso significa que proporcionamos
um som profissional,e este foi o principal interesse desde o inicio quando montei
o Raghatoni, um grupo com bons músicos e profissionais...Mas,tem os dois
"lados da moeda". 
Pagodeaki:Os primeiros sucessos do Raghatoni, foram "Cremosinho" e "Todo
Mundo Vai". Como surgiram essas músicas?
Toni: Desde o inicio, sempre procurei por um som diferenciado.Até porque aqui
na Bahia já existia uma tendência para músicas com duplo sentido, que hoje
tomou proporções bem maiores.Enfim, eu via tudo muito igual e parecido, e
queria um som diferenciado.E foi assim que surgiu "Todo Mundo Vai", que é
uma brincadeira de fazer a galera dançar mesmo, e "Cremosinho" que também
é uma brincadeira de uma malícia do cremosinho, mas nada apelativo, pois eu
nunca gostei disso. Tem muita música bacana, sem necessidade de duplo
sentido.E nós temos um papel importante, que é o de levar o nome da Bahia,
especificamente Salvador, e as pessoas de fora são exigentes,e não quero
levar esse nome de modo errado,isso jamais quero fazer.
Pagodeaki:Você tem uma visão global da necessidade do público, até pelo fato
de ter viajado tanto com o É o Tchan. Você afirmaria então,que músicas com
duplo sentido, denigrem a imagem baiana?
Toni: De uma certa forma sim. Muitas músicas de duplo sentido são
escrachadamente "abertas" (risos), se você pensar tem umas que já nem é
mais duplo sentido.E acho,que isto,de certa forma atrapalha sim.Eu sempre
até conversom muito sobre isto com com o Xandy (HDS), ele é um cara que
como eu "levanta a bandeira" da musicalidade, de mostrar uma imagem e um
som bacana sem precisar apelar. Eu não estou aqui pra condenar ninguém
que faça, mas quem faz tem que saber que é passageiro,e que também
denigre a imagem da Bahia nacionalmente,porque quem está de fora,
simplesmente generaliza. 
Pagodeaki: Você comentou sobre o Xandy. E como
surgiu a idéia de gravarem o clip juntos?
Toni: Essa idéia já existia a muitos anos, eu e
Xandy somos amigos a muito tempo, desde quando
eu era do Cafuné, É o Tchan e agora Raghatoni.E
sentíamos a obrigação de fazer algo juntos, as
pessoas até nos cobravam por isso. Daí conversamos,
ele propôs a idéia e saiu o clip,bem natural mesmo.
Eles colocaram no DVD deles,e em breve, estará
também no DVD do Raghatoni,como bônus.

Pagodeaki:Então em 2009 vem DVD do Ragha aí?
Toni: Podem esperar que o DVD do Ragha vem aí.
Não fizemos ainda,porque queríamos algo bem
bacana mesmo, bem produzido, mostrar nossa realidade hoje,nossos novos
interesses.Estamos preparando este DVD com muito carinho,e que
transmitirá uma imagem muito legal.Podem esperar.

Pagodeaki: Vocês esbanjam muita técnica e profissionalismo nas músicas,e já
até ouvimos de outros músicos que o "Raghatoni faz música para outros
músicos ouvirem".A que você atribui isso?
Toni: É verdade? (risos) Eu nunca tinha ouvido isso não. Acho que nosso
trabalho no geral,porque quando tive a idéia de montar o Raghatoni,já até
falei isso, foi com a idéia de diferenciar. Eu tinha consciência e plena certeza,
que estava indo pelo caminha mais trabalhoso,que seria mais dificil das
pessoas assimilarem.Seria bem mais facil,montar uma banda com um som
parecido com o de todos,de facil assimilação e depois sumir rapidamente.
No começo, foi complicado,as pessoas estranhavam os instrumentos,os
percussionistas alternando,o modo de tocar...Sei que fui ousado, corri e
corro riscos,mas, graças a Deus tudo está dando certo.Então,respondendo
sua pergunta acho que é isso, é nosso trabalho dedicado. E vou até lhe dizer
uma coisa: aqui em Salvador muita gente escuta Raghatoni (risos), é em MP3,
nas festas, no carro de som, é bebendo "comendo água"...
Pagodeaki: Do inicio até hoje,o que você "jogou fora" do Ragha?
Toni: Pouca coisa, porque ainda temos que mudar, se renovar, reciclar. Não
mudamos muita coisa.Numa avaliação geral,eu posso dizer que o som está
mais "redondo", está mais groovado. Não tirei nem coloquei nenhum
instrumento.De diferencial,só o aperfeiçoamento mesmo.
Pagodeaki: Alguma crítica já te tirou
do sério?
Toni: Não, jamais.Eu ouço todo tipo
de crítica,é importante você ter
conhecimento dos dois lados.E
graças a Deus eu sei ouvir,e isso
até ajuda muito.Encaro como
crítica construtiva, até para poder
crescer sobre o comentário.O que
não for bom,que fale de vida pessoal,
eu descarto.
Pagodeaki:Netinho, Margareth Menezes,
andaram críticando o pagode.O que você
acha desta postura deles?
Toni: Netinho também? Nem sabia.Isso é
consequência das coisas que vem
acontecendo,do que eu já disse aqui
anteriormente. Vem bandas aí como
Fantasmão, Harmônia...passam alegria,
mensagem...e vem outras mostrando
pornografia, baixo-astral.E acho que eles
comentaram sobre isso.Pecaram em
generalizar. 
Pagodeaki: Alguns grupos, como o Fantasmão, Leva Nóiz, Harmônia...Levantam
essa bandeira de tornar a música da Bahia permanente, já que muitas músicas
tornam-se "descartáveis". E vocês também estão nessa. Como é essa luta?
Toni: Essa luta é desde quando comecei.Se você não tomar um certo cuidado,
a música se torna passageira mesmo.Não preciso nem falar muito, quem
conhece o pagode baiano regional,e fazer uma retrospectiva de "sucessos" vai
saber o que estou falando.Muitas bandas querem só "estourar",é até
complicado,porque quem estourou nacionalmente foi só o Harmônia, Psirico...
Eu viajo muito,e pra mim é estourar, é ouvir falar em Fortaleza, SP, Rio,
Manaus, em Salvador...Olha, existem até cidades,no sul do País, que o pagode
daqui não consegue entrar, até por preconceito,por generalizarem o pagode
como música baixaria...Eu viajei muito com o É o Tchan,fiquei conhecido,e
a partir daí,que vi a importância,e pensei em fazer músicas duradouras.
Pagodeaki:E entre vocês, os
integrantes do Raghatoni?Como é
o relacionamento?
Toni: É tranquilo.Meu intuito desde
o inicio, foi o de ter uma família
antes de tudo.Não só músicos,um
conjunto.Pode até parecer
demagogia,mas não é.É uma
família, amizade.Nunca teve
confusão,ninguém abandonou o
barco por causa das 
 
dificuldades que acontecem no inicio de qualquer banda...Quem é assim também
é o Harmônia,até comento sobre isso com o Xandy, quem tem esse lado
familiar na banda e preservar, tem a banda perfeita.
Pagodeaki: E sobre a capa da revista "G Magazine"? Relacionando ao Ragha,
você acha que ajuda na divulgação?
Toni: (risos) Lá vem ela. Eu sabia (risos)Na divulgação da banda não (risos).
É uma situação que não tem nada a ver com a banda,nunca pensei por esse
lado.Eu fiquei até sem graça com isso. Na academia, muitas mulheres
reunidas e me olhando (risos).
Pagodeaki: Alguém já pediu autógrafo na revista?
Toni: O que??? Só estou dando autógrafo agora nela e na segunda página
(risos)É uma página que está menos "pesada" (risos)Mas deixe eu cantar,
porque meu negócio é cantar pagode (risos).
Pagodeaki:Quais os principais planos
do Ragha agora?
Toni: Gravar o DVD, com muito
profissionalismo e mostrar algo bem
bacana.Fazer um clip muito bem
produzido,de bom gosto trazendo
pessoas capacitadas para produzi-lo.
Com participações...e muitas outras
coisas que estou finalizando para
agregar ao nosso trabalho e que sei
que as pessoas vão gostar.Mas
ainda não posso falar.Eu até me
"coço" pra falar (risos) mas não
posso.
Pagodeaki:Houve um comentário que
assim como teve com o Harmônia, iria
ter ensaios do Ragha em SP. Esta
informação procede?
Toni: Até pensamos nisso, mas não
é algo para esse ano.
Em Salvador,nossos ensaios
retornam em julho.Devido a "imagem"
pagode muitas boas casas fecharam
aqui.É até uma dificuldade encontrar um
local bacana,com estrutura, que as
pessoas se sintam bem...Mas estamos
quase encontrando um excelente local,
não posso falar ainda.Mas logo vão saber. 
Pagodeaki: Deixe uma mensagem
pra galera que acessa o Pagodeaki:
Toni: Eu quero deixar meu carinho
á vocês.Continuem acessando, e
também ouvindo Raghatoni,pois uma
Andorinha só não faz verão. Vocês
são fundamentais no nosso trabalho,
no nosso sucesso,e em tudo o que
fazemos até então.Muito obrigado mesmo, e estamos juntos! "Se a casa caiu, 
Raghatoni chegou..." Já sabe disso né?! "Então pronto, fazer o quê? Quem sou eu?
Sou o Ragha...Ai, ai..."! 
*Agradecimentos especiais Pagodeaki ao Toni Sales e ao Kaká.
LEVA NÓIZ
O simpático cantor  e percussionista Alisson,do grupo cujo os ensaios "bombam",
todas as 5ªs no Beach Beer,em Salvador, o LEVA NÓIZ,recebeu o PAGODEAKI,
para um bate-papo exclusivo sobre a banda e sua trajetória.Confiram:
Pagodeaki:Comenta como surgiu o
Leva Nóiz, como vocês se conhece-
ram?
Alisson:Na verdade,eu tocava no
Psirico, Nenel no Parangolé ( e
também fez parte do Psirico.Daí
ele me convidou para esse projeto,e
eu aceitei.Depois ele chamou Dig Dig
(ex-Fantasmão/Psirico), convidamos
outros colegas de outros grupos e
formou-se o Leva,a 2 anos mais ou
menos.
Pagodeaki: E o nome "Leva Nóis", como surgiu? Como foi a idéia?
Alisson:Nós escolhemos Leva Nóiz,na verdade,pela 'musicalidade", para
diferenciar.É como se fosse "a família Leva Nóiz".
Pagodeaki:E sobre o repertório,e
elaboração das músicas,quem cria?
Alisson:Eu e Nenel.No 1º CD, tinha
uma música composta por um amigo
nosso.Mas eu,e Nenel principalmente,
nos preocupamos muito com as
letras.Dig Dig também,mas ele saiu
da banda.
Pagodeaki:E sobre essa saída do Dig Dig?
O que aconteceu?
Alisson:Eu até encontrei com ele aqui
embaixo agora (risos).Ele seguiu o caminho
dele,o da Igreja.Eu estou seguindo o meu.
Mas continuamos amigos,moramos
próximos.E ele preferiu sair e aceitou Jesus.
Pagodeaki:Como você definiria hoje o
estilo musical do Leva Nóiz?
Alisson:É pagode! Toda banda tem sua
identidade própria,a sua marca. Nós,
particularmente,pesquisamos muito,
temos um cuidado especial com as
letras,mas resumindo é pagode.
Pagodeaki:E sobre letras com duplo sentido?
Você acha que denigre a imagem do pagode?
Alisson:Depende muito.Tem banda que não
se preocupa com letra,o que não é nosso 
caso.Eu não aconselho a fazer.Até fizemos
uma "engraçada",a 'Gostosa',mas só. Tem
que se preocupar sim com a letra. 
Pagodeaki:Falta infra-estrutura nas casas
noturnas de Salvador.Você acha que a cidade
precisa de mais apoio governamental?
Alisson:Falta muito apoio sim.Nós tivemos
uma excelente casa, o Rock in Rio, mas
perdemos.Falta muito apoio mesmo.
Pagodeaki:E o cenário musical atual do
pagode baiano? O que você acha dele?
Alisson:Eu estou gostando e muito. O
pagode está crescendo cada vez mais, e ele
está atingindo um público maior.E também
acho que a discriminação está diminuindo,
e isto é bom.
Pagodeaki:O que você conserva de suas
raízes no Leva Nóis?
Alisson: A música.Eu coservo o meu lado
de tocar também.É o que eu gosto, é
a minha vida.É mostrar alegria ás pessoas
pela musicalidade. 
Pagodeaki: E como é a convivência entre
os integrantes da banda?Rola muito
estresse?
Alisson: (risos) É complicado (risos).É
claro que rola discussão,e  diversão
também,é normal em bandas rolar isso.
Mas no final,tudo dá certo (risos).
Pagodeaki:E sobre críticas?Alguma já te tirou do sério?
Alisson: Não,de maneira alguma.Cada um tem sua opinião.
Pagodeaki:O fato de ser irmão do Alex Max
(Saiddy Bamba),já lhe causou comparações
com ele?
Alisson:Não.Todo mundo nos conhece,e
temos nossas diferenças também.Ele,por
ter mais tempo,me ajuda,me dá conselhos.
Eu fui virar cantor né?!(risos).Mas me acham
parecido é com Marcio Vitor (risos).
Pagodeaki:Quais os planos agora?
Alisson:Passando o São João vamos
pensar na gravação do nosso DVD.E
vai surgir muitas surpresas (risos).E
quero lembrar que toda 5ª, 22h, estamos
no Beach Beer,sempre com participações
especiais.Tá massa!
Alisson responde em vídeo,perguntas de
membros da comunidade oficial e parceira
do PAGODEAKI,a comunidade:
PAGODEIRO NATO:
Pergunta PGN 1
Pergunta Pgn 2
*Agradecimentos especiais Pagodeaki ao Alisson,e á Edmilson, Felipe e Thainã (Axé
Mix)!
RARO SWING
O Raro Swing é uma banda que está em evidência no cenário de
Salvador. O vocalista Robson, nos concedeu este 'bate-papo' falando
tudo sobre o grupo:
Pagodeaki Comenta sobre a produção
do CD 'Agora é prá valer'.Você também
trabalhou nas composições?
Robson A gravação foi num dos
melhores estúdios de Salvador, na
ED 10, foram meses assim de trabalho
árduo, mais o resultado ficou bacana.
Componho sim, cinco músicas neste
CD são de minha autoria, além das
parcerias com amigos...
Pagodeaki A música 'Suba e desça' é
uma das mais executadas pelo Raro
Swing.Esta música realmente era
pra ser a 'carro-chefe' de vocês?
Robson Suba e desca não era pra ser
o carro-chefe, havíamos escolhido a
'Bota pra mexer', mas o povo é quem
manda e aderiram á Suba e desça.
O pessoal gostou muito e deu certo.
Pagodeaki Substituir não é tarefa fácil.
Você encontrou restrições ao entrar no
Raro Swing?
Robson No inicio  eu tive muita
dificuldade até porque o meu estilo
é diferente. Mas ao contrário do que
eu pensava a galera acreditou em
mim, no meu trabalho, me deram
total apoio e carinho,e eu permaneci.
Pagodeaki Comenta-se que sua voz
tem forte semelhança á do cantor 
Belo.Você concorda?
Robson Não. Como eu, existem
milhares de cantores no Brasil, e 
alguma similaridade na voz acaba
sendo consequência.Além do que
meu estilo é diferente, faço pagode
baiano...
 
Pagodeaki Quais seriam suas influências?
Robson Várias, eu ouço muita coisa...
Gosto do próprio Belo, tive até a feliz
oportunidade de cantar com ele e foi
uma experiência gratificante, gosto
também de Ana Carolina, enfim de
muita coisa.
 
Pagodeaki Salvador é uma cidade que tem um
número de grupos bastante considerável, por
outro lado,falta apoio e infra-estrutura. Você
acha que a cidade necessita de apoio
governamental para mudar esta situação?
Robson Com certeza. Salvador é uma cidade
extremamente musical,e sendo uma cidade
musical ela precisa de incentivos bem
maiores, tanto de dentro pra fora, quanto
de fora pra dentro. Aqui não tem só Axé, como
tantas vezes é divulgado, tem samba, tem
pagode, enfim,música de excelente qualidade,e
hoje falta bons espaços para shows, não
temos conservatórios musicais...As vezes
até dá a impressão que estão deixando a
música de lado,e prá mim música é tudo.
Música faz parte da nossa história, da nossa
infância...você se envolve com a música.
Precisamos de apoio sim, não queremos ser
somente banda de Carnaval.
Pagodeaki Atualmente,músicas com
duplo sentido estão em evidência.Você
acha que vale tudo em nome do sucesso?
Robson Não. Eu diria que a música
popular não tem regras,porque pertence
ao povo, é um assunto bem complicado
e complexo. Eu não faria tudo pelo sucesso,
música boa tem que ter qualidade,tem que
ter repertório e conteúdo. Mas eu digo
também que o pagode baiano está
crescendo e ficando melhor.Um exemplo
disto é o Psirico, que admiro muito.
Pagodeaki Quais os planos para
este ano?
Robson A gravação do nosso
DVD no final do ano. Como 
falamos anteriormente, em 
Salvador a forte carência de
boas casas noturnas, de
infra-estrutura...Mas sou
otimista,sei que tudo sempre
dará certo.Então iremos gravar
este DVD, pois quero mostrar
ainda mais a minha voz (risos).
 
BATE-BOLA COM ROBSON
Música VIDA
Ídolo DEUS
Sucesso CONSEQUÊNCIA
Reconhecimento DÍFICIL
Raro Swing TUDO
Salvador PAIXÃO
Você gosta de DORMIR
Sonho SER FELIZ
Realização CANTAR NACIONALMENTE
Mensagem AGUARDEM,ESTAMOS
CHEGANDO
(risos)

Quebra- quebra*Clique e ouça Raro Swing.
Sobe e desce
Entrevista com Daltro - Dr. Bronx